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Guia prático para famílias

Fissura lábio-palatina: os primeiros meses

Da descoberta à primeira cirurgia. O que eu vivi com a Eulália, explicado com clareza e com base científica.

Esta é a cartilha que eu gostaria de ter recebido no dia em que descobri a fissura: os primeiros passos, explicados com clareza por uma mãe que está vivendo isso.

Géssica Danielle
mãe da Eulália, professora e pesquisadora

Eulália aos 5 meses

A jornada deste guia

  1. A descobertaO que fazer ainda na gestação
  2. Entendendo a fissuraTipos, causas e números
  3. Alimentação nos primeiros diasPeito, extração e mamadeira
  4. A fita e o modelador nasalPor que começar cedo
  5. Refluxo, peso e cólicasSinais para observar
  6. Anotar tudoO diário da mamada
  7. AudiçãoExames e acompanhamento
  8. O caminho pelo SUSEncaminhamento e equipe
  9. A cirurgiaOpções e planejamento
  10. Lista do enxovalO que ter antes do parto

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Do meu caderno: a minha experiência com a Eulália.

O que diz a ciência: informação com fonte, que você pode conferir no link.

Atenção: o que precisa da avaliação da equipe de saúde.

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A descoberta

Tudo começou no segundo ultrassom morfológico. Foi ali que eu descobri a fissura lábio-palatina da Eulália.

Pela posição em que ela estava, deu para ver o tipo de fissura, mas não dava para saber com certeza até onde ela ia no palato. Isso varia muito: depende da posição do bebê e do que ele mostra no exame. Quando a fissura atinge só o palato, muitas vezes ela não aparece no ultrassom.

O que eu faria ainda na gestação

Se eu pudesse voltar ao dia do ultrassom, estas seriam as minhas prioridades:

  1. Pedir a regulação no SUS. A mãe pode ser regulada para o centro de tratamento da fissura ainda na gestação. Veja como no caminho pelo SUS.
  2. Conhecer os caminhos para a cirurgia. Uma consulta com um cirurgião especialista, ainda na gestação, permite planejar o tratamento e o pagamento com antecedência. Veja a cirurgia.
  3. Consultar uma fonoaudióloga com experiência em fissura. Ela orienta a amamentação e os itens que você vai precisar. Veja a alimentação nos primeiros dias.
  4. Estudar amamentação e montar o enxoval. Chegar à maternidade com tudo pronto faz diferença. Veja a lista do enxoval.

© 2026 Géssica Danielle · Guia “Fissura lábio-palatina: os primeiros meses” · Proibida a reprodução, total ou parcial, e a criação de materiais derivados sem autorização da autora.

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Entendendo a fissura

A fissura lábio-palatina acontece no início da gestação, quando partes do rosto do bebê não se unem por completo. Ela pode atingir o lábio, a gengiva e o céu da boca (o palato), em um ou nos dois lados.

Os tipos de fissura

No Brasil, a classificação mais usada é a de Spina, que toma como referência um pequeno orifício no céu da boca chamado forame incisivo (COSTA et al., 2018). Na prática, ela separa as fissuras assim:

Fissura pré-forame
Pré-forameAtinge o lábio e pode chegar à gengiva, sem atingir o céu da boca.
Fissura transforame unilateral
Transforame, de um ladoAtravessa lábio, gengiva e todo o céu da boca. É o tipo da Eulália, do lado esquerdo.
Fissura transforame bilateral
Transforame, dos dois ladosA abertura acontece nos dois lados do lábio e do palato.
Fissura pós-forame incompleta
Pós-forame incompletaSó no céu da boca, na parte mole e na úvula. O lábio fica íntegro.
Fissura pós-forame completa
Pós-forame completaAtinge todo o palato, sem chegar à gengiva.

Fotos: adaptadas de FREITAS et al. (2012), artigo do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, com licença Creative Commons. Ver o artigo original.

Também existem as fissuras raras da face, que envolvem outras regiões e são bem menos frequentes (LIMA et al., 2015).

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Alimentação nos primeiros dias

Sim, é possível amamentar no peito. Mas o bebê com fissura no palato quase sempre precisa de complemento, porque a sucção é diferente.

A alimentação da Eulália, fase a fase

Nos primeiros 28 dias: a ordem que funcionou

A ordem faz toda a diferença. O bebê não aguenta esperar: se você tira ele do peito e só então vai extrair o leite, ele fica irritado e chora. Por isso, o complemento precisa estar pronto antes.

  1. Antes da mamada, extraia o leite. Use a bomba manual ou elétrica e já coloque o leite na chuquinha.
  2. Coloque o bebê no peito. No nosso caso, eu posicionava a mama para cobrir a fenda: a fissura da Eulália é do lado esquerdo, então eu fechava esse lado com a mama. O bebê faz a sucção do jeito dele.
  3. Assim que tirar do peito, ofereça a chuquinha. O leite já está pronto, então o bebê não espera. Sempre com o bebê sentado, nunca deitado.
Posição do peito para a pega0:04
Posição do peito para a pegaComo eu posicionava a mama para cobrir a fenda do lado esquerdo. Assistir o vídeo no Google Drive
A pega da Eulália0:14
A pega da EuláliaA Eulália mamando no peito, com a sucção do jeito dela. Assistir o vídeo no Google Drive

O bico da mamadeira

Onde eu encostava o bico

No começo: encoste o bico no lado da fenda, para vedar a abertura. Assim entra menos ar.

Perto da cirurgia: acostume o bebê a mamar pelo lado sem fissura. Depois da cirurgia, o lado operado precisa ser poupado, e o bebê já vai estar adaptado.

Furar ou não o bico

Leite materno: não aumente o furo. O leite materno é fino, e um furo maior solta leite demais e pode engasgar o bebê.

Fórmula espessa: o leite é grosso e pode não passar pelo furo original.

Posição correta na mamadeira
Posição correta na mamadeiraComo posicionar o bebê e a mamadeira para dar o leite. Assistir o vídeo no Google Drive
Preparação para a cirurgia
Preparação para a cirurgiaA nova mamadeira e a nova técnica de mamada que usamos para preparar a Eulália para a cirurgia. Assistir o vídeo no Google Drive
Oferta do leite na mamadeira0:04
Oferta do leite na mamadeiraBebê sentada, mamadeira inclinada, ritmo calmo. Assistir o vídeo no Google Drive
O bico vedando a fenda0:10
O bico vedando a fendaRepare como o bico fica encostado do lado da fissura. Assistir o vídeo no Google Drive

Na maternidade

Chegue preparada. Na minha experiência, ganhando pelo SUS, a maternidade não me deu nenhuma preparação para alimentar um bebê com fissura. E o leite materno pode demorar alguns dias para descer.

Por isso, leve na bolsa as suas opções: a bomba para estimular e extrair o leite, o copinho, a colher dosadora e a mamadeira chuquinha. Esses foram os itens essenciais nos primeiros dias da Eulália, indicados pela fonoaudióloga que eu contratei. Você encontra todos na lista do enxoval.

O colostro, o primeiro leite, na mamadeira chuquinha Lillo.
O colostro, o primeiro leite, na mamadeira chuquinha Lillo.
A bomba elétrica NCVI, que usei para extrair o leite em casa.
A bomba elétrica NCVI, que usei para extrair o leite em casa.

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A fita no lábio e o modelador nasal

A fita adesiva colocada sobre o lábio aproxima as bordas da fenda antes da cirurgia. Esse foi o conselho que eu mais gostaria de ter recebido no primeiro dia.

A Eulália com a fita rosa, aos 5 meses.
A Eulália com a fita rosa, aos 5 meses.

Uma consulta pode mudar o caminho

Eu fazia todo o acompanhamento da Eulália pelo SUS. Foi só quando descobri o Dr. Rafael Denadai, cirurgião plástico e craniofacial especialista em fissura, que recebi a orientação sobre a fita.

Mesmo que a cirurgia do seu bebê vá ser feita pelo SUS, você pode pagar uma consulta com um especialista para receber as orientações sobre a fita e os cuidados até a data da cirurgia.

O modelador nasal

A Eulália usando o modelador nasal, preso com a fita rosa.
A Eulália usando o modelador nasal, preso com a fita rosa.
O modelador nasal da Eulália, no estojo do Instituto Denadai.
O modelador nasal da Eulália, no estojo do Instituto Denadai.

Junto com a fita, a Eulália usa um modelador nasal: uma pequena peça de silicone que entra na narina do lado da fissura e fica presa com fita. Ele ajuda a levantar e a moldar o nariz antes da cirurgia.

Esse tipo de aparelho, chamado na literatura de elevador nasal, é usado com a fita no lábio como uma forma simples de ortopedia pré-cirúrgica (HERAVI et al., 2019).

Cuidando da pele

A fita fica colada todos os dias, então a pele do bebê precisa de proteção. Eu uso dois produtos:

Creme barreira Cavilon
Creme barreiraSó com indicação médicaProtege a pele antes de colar a fita.
Spray removedor de adesivo Brava
Spray removedor de adesivoSó com indicação médicaAjuda a tirar a fita sem machucar.

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Refluxo, peso e cólicas

O leite materno é excelente. Mesmo assim, alguns bebês com fissura não ganham peso no começo, e isso precisa ser acompanhado de perto.

Segundo a orientação que recebi da pediatra, o bebê com fissura engole mais ar e gasta mais energia para mamar. Isso aumenta o gorfo, o desconforto e o choro.

Sinais para levar ao pediatra

O que me ajudou nas cólicas

A principal técnica foi a paciência. Junto com ela, estas quatro ajudaram muito a Eulália a soltar os gases e fazer cocô:

Massagem na barrigaCom óleo próprio para bebê, em movimentos circulares no sentido do relógio.
Perninhas dobradasLeve os joelhos em direção à barriga, como na posição de fazer cocô.
Banho mornoA água quentinha na barriga relaxa e alivia o desconforto.
De bruços no braçoBebê de barriga para baixo no seu antebraço, sem apertar a barriga, com as perninhas dobradas.

Na internet há bons vídeos que ensinam a massagem passo a passo. Vale assistir antes de começar.

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Anotar tudo: o diário da Eulália

Quando a Eulália não ganhava peso, eu comecei a anotar tudo o que acontecia com ela. Isso mudou as consultas com a pediatra.

Com os horários e as quantidades anotados, eu deixei de chegar à consulta com impressões do tipo “acho que ela mama pouco”. Eu levava números, e a pediatra conseguia analisar melhor por que ela não engordava e o que precisava mudar.

O que eu anoto

MamadasHorário de início e de fim, quanto ofereci e quanto sobrou.
SonoHorário em que dormiu e em que acordou.
Fraldas e cocôQuando aconteceu e se houve algo diferente.
PesoCada pesagem, com a data.
RemédiosNome, dose e horário, como a pediatra receitou.
Consultas e examesData, profissional e o que foi orientado.

Como eu faço

  1. Eu mando os horários por mensagem. Uso um assistente de inteligência artificial (o Claude). Escrevo, por exemplo: “mamou das 9h46 às 9h55, sobraram 40 ml”.
  2. O registro vai para a agenda. O assistente organiza cada informação no Google Agenda, sempre no mesmo formato: mamada, soneca, banho, peso, consulta.
  3. Ele me devolve os próximos horários. Na nossa rotina, a próxima mamada é 3 horas depois do início da anterior, e a próxima soneca, 1h30 depois que ela acorda. Assim eu me organizo e a Eulália ganha rotina.
  4. Antes da consulta, peço um resumo. Volume médio por dia, número de mamadas, pesos e tudo o que foi diferente na semana.
Semana de registros da Eulália no Google Agenda
Uma semana real da Eulália no Google Agenda, de 11 a 17 de outubro: cada mamada com a quantidade tomada, cada soneca com início e fim, e os lembretes de vitaminas e probiótico.

Exemplo de resumo levado à pediatra (agosto)

  • Volume médio: cerca de 622 ml por dia, em 5 a 6 mamadas.
  • Último peso: 4,590 kg.
  • Mamada agitada à noite: suspeita de fluxo fraco no bico.
  • Mamadas de 40 a 50 minutos.

Com esses dados, a pediatra ajustou a conduta na mesma consulta.

Um dia real: 13 de outubro

  • 05h38180 ml
  • 08h38180 ml
  • 12h18160 ml
  • 15h06180 ml
  • 17h57150 ml
  • 19h53120 ml

Total do dia: 970 ml em 6 mamadas

O que os registros mostraram

Em dois meses e meio, foram mais de 370 mamadas anotadas. O gráfico mostra a média de leite por dia em cada semana (barras) e os pesos registrados (linha).

Peso da Eulália (kg)45674,590 kg09/084,805 kg5,535 kg03/096,566 kg06/10Média de leite por dia, por semana (ml)0250500750100064610/0863117/0867524/0880431/0877307/0981914/0974021/0973228/0993905/1087012/10Semana (data de início)
Em dois meses, a média de leite por dia subiu de cerca de 630 ml para mais de 850 ml, e o peso foi de 4,590 kg para 6,566 kg. Fonte: registros da agenda da Eulália, de agosto a outubro de 2026.

Você não precisa de tecnologia

O mais importante é anotar. Pode ser num caderno, numa planilha ou num aplicativo. A inteligência artificial me ajudou porque eu só preciso mandar uma mensagem, e ela organiza tudo. Mas quem interpreta os dados e decide o tratamento é sempre a pediatra.

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Audição

A audição precisa de atenção especial. Bebês com fissura têm mais chance de acumular líquido no ouvido.

  1. Teste da orelhinha. É a triagem feita na maternidade. Bebês com fissura podem não passar nesse teste.
  2. Consulta com o otorrino. Ele avalia o resultado e decide os próximos exames.
  3. BERA. Exame que mede a resposta do ouvido e do cérebro ao som. Exames de imagem só se o otorrino indicar.

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O caminho pelo SUS

O SUS funciona. Ele garante o tratamento da fissura em centros especializados, para quem não tem condições de pagar e para quem escolhe esse caminho.

O que pesa é a burocracia. Cada etapa é um protocolo, e isso dá muita dor de cabeça, principalmente para uma mãe que está começando e ainda não conhece a fissura. Quando a criança chega ao centro de tratamento, as cirurgias acontecem por etapas, e em cada uma o bebê passa por um novo procedimento e uma nova recuperação.

  1. Encaminhamento na maternidade. Quando o bebê nasce pelo SUS, a maternidade entrega uma guia de encaminhamento para um centro especializado em fissura.
  2. Regulação. A família leva a guia à central de regulação do município, que faz todo o trâmite para conseguir a vaga no centro.
  3. Cobrança. Acompanhe o processo e cobre com frequência. Sem isso, pode passar muito tempo sem a criança chegar ao centro.
  4. Atendimento no centro. Com a vaga, a criança passa a seguir os protocolos do centro, que também são burocráticos.

Duas equipes, um direito

A criança regulada tem direito ao acompanhamento no centro especializado e também aos profissionais da cidade onde mora.

No centro especializado

  • Otorrino
  • Fonoaudiólogo
  • Fisioterapeuta
  • Psicólogo
  • Cirurgiões

No centro que acompanha a Eulália, o pediatra não faz parte da equipe.

Na sua cidade

  • Pediatra
  • Otorrino
  • Fonoaudiólogo

Procure esses profissionais pelo SUS da sua cidade e mantenha o acompanhamento.

O papel do pediatra

O bebê com fissura tem as mesmas cólicas, gorfos e dificuldade para fazer cocô (disquesia) que qualquer bebê. O pediatra orienta tudo isso como faria com uma criança sem fissura.

A fissura acrescenta a dificuldade na sucção, que exige que a mãe aprenda como o bebê funciona e se adapte a ele. Como entra mais ar, as cólicas podem ser mais fortes. Por isso, escolha um pediatra que acompanhe de perto.

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A cirurgia

Existe mais de um caminho cirúrgico. Conhecer as opções cedo dá tempo para a família escolher e se planejar.

Protocolo em etapas pelo SUS

No SUS, o tratamento é dividido em várias cirurgias ao longo do crescimento (LIMA et al., 2015). No centro que acompanha a Eulália, a sequência é esta:

  • A partir de 3 mesesCirurgia do lábio, se o bebê tiver 5 kg e estiver em boas condições: sem infecção e com os exames em dia.
  • Antes de 1 anoCirurgia do palato.
  • Ao longo do crescimentoAs demais cirurgias, uma de cada vez, como o enxerto de osso na gengiva e outras correções.

O caminho que escolhemos

Com o Dr. Rafael Denadai, cirurgião plástico e craniofacial, o plano apresentado para a Eulália tem duas cirurgias:

  • Primeira cirurgiaLábio, gengiva e nariz, no mesmo procedimento.
  • Segunda cirurgiaFechamento do palato.
  • Se necessárioUma cirurgia complementar quando a criança for maior, decidida depois de uma avaliação.

Se eu pudesse voltar no tempo

Muitas mães me perguntam como eu cheguei ao Dr. Rafael Denadai. Foi assim:

Como funciona a consulta: ela é online, então você pode fazer de qualquer cidade. Na consulta, ele já apresenta o planejamento da cirurgia e os valores, com as formas de pagamento. Os valores variam, porque cada fissura é de um jeito: cada criança tem o seu valor.

E o plano de saúde?

O que eu faria diferente: se eu tivesse conhecido o Dr. Rafael no dia em que descobri a fissura, teria marcado a consulta ainda na gestação. Quem descobre cedo pode começar o parcelamento antes do nascimento e se planejar para que a primeira cirurgia aconteça por volta dos 3 meses, quando o bebê chega aos 5 kg.

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Lista do enxoval

Quando o bebê nasce, você precisa ter opções à mão. Compre com antecedência e compare preços: o que importa é o modelo, não a loja.

As indicações abaixo refletem a minha experiência com a Eulália. Os links são só para facilitar a sua busca; você pode comprar onde preferir.

Marque o que você já tem. A lista fica salva neste aparelho.

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Eulália aos 5 meses
A Eulália, aos 5 meses.

Você não está sozinha

Quando descobri a fissura da Eulália, procurei um material como este e não encontrei: informação clara, prática e honesta, de quem já passou pelo caminho. Este guia nasceu dessa falta. Espero que ele encurte o seu caminho.

Com carinho, Géssica

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Este material reúne a experiência de uma mãe e informações de fontes científicas. Ele não substitui a avaliação da equipe de saúde que acompanha o seu bebê. Cada criança é única: converse sempre com os profissionais que acompanham o seu filho antes de mudar qualquer cuidado.

Versão de outubro de 2026.

© 2026 Géssica Danielle. Todos os direitos reservados. Este guia é de autoria de Géssica Danielle. Você pode compartilhar o link da versão online, mas não pode copiar, reproduzir ou distribuir o conteúdo sem autorização da autora.

Versão online: fissurinha.spx.ia.br

Referências

Clique no link abaixo de cada referência para abrir a fonte e conferir a informação.

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (Brasil). Cobertura Parcial Temporária: cartilha do consumidor. Rio de Janeiro: ANS, [s.d.].

    https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/assuntos/consumidor/caminho-do-consumidor/Cartilha_de_Cobertura_Parcial_Temporria_A5_r06.pdf
  2. COSTA, Verônica Cristine Rodrigues; SILVA, Rayanne Costa da; OLIVEIRA, Isabella Frota de; PAZ, Lucas Benfica; POGUE, Robert; GAZZONI, Luciano. Aspectos etiológicos e clínicos das fissuras labiopalatinas. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, Brasília, v. 7, n. 2, p. 258-268, 2018.

    https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rmsbr/article/download/9244/6001/45713
  3. DENADAI, Rafael; LO, Lun-Jou. Toward reducing the surgical burden of care: modern longitudinal life-changing concept in cleft care. Journal of the Formosan Medical Association, v. 119, n. 6, p. 1013-1015, 2020. DOI: 10.1016/j.jfma.2019.10.017. Acesso aberto.

    https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0929664619305406
  4. DENADAI, Rafael; LO, Lun-Jou. Current concept in cleft surgery: moving toward excellence of outcome and reducing the burden of care. Singapore: Springer Nature Singapore, 2022. ISBN 978-981-19-3162-8.

    https://www.managementboek.nl/boek/9789811931628/current-concept-in-cleft-surgery-rafael-denadai
  5. FREITAS, José Alberto de Souza et al. Rehabilitative treatment of cleft lip and palate: experience of the Hospital for Rehabilitation of Craniofacial Anomalies/USP (HRAC/USP) – Part 1: overall aspects. Journal of Applied Oral Science, Bauru, v. 20, n. 1, p. 9-15, 2012. DOI: 10.1590/S1678-77572012000100003.

    https://revistas.usp.br/jaos/article/view/3978
  6. HERAVI, Farzin; ZEYNALZADEH GHOOCHANI, Taraneh; JAHANBIN, Arezoo; ASKARY, Amin. Nasal elevation: a case report of a new approach in orthopedic treatment of infants suffering from cleft lip-palate. Shiraz E-Medical Journal, 2019. DOI: 10.5812/semj.91393.

    https://brieflands.com/articles/semj-91393
  7. LIMA, Everaldo Pinheiro de Andrade; CARVALHO, Amanda Souza; MENEZES, Dhiego Medeiros Veiga; ALMEIDA, José Roberto Vieira de; GASPAR JÚNIOR, Alfredo de Aquino; ALMEIDA, José Romar Baião de. A ortodontia na atenção multidisciplinar na saúde do paciente fissurado: uma revisão da literatura. Odontologia Clínico-Científica, Recife, v. 14, n. 4, p. 785-788, out./dez. 2015.

    https://revodonto.bvsalud.org/pdf/occ/v14n4/a02v14n4.pdf
  8. MANKOWSKI, Peter. Outcome assessment of facial orthopedics with taping for cleft lip deformities using 3D stereophotogrammetry. 2020. Thesis – University of British Columbia, Vancouver, 2020.

    https://open.library.ubc.ca/cIRcle/collections/24/items/1.0390328
  9. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Recomendações da Academia Americana de Pediatria sobre sono seguro em menores de um ano. Nota de alerta. Departamento Científico de Medicina do Sono. Rio de Janeiro: SBP, 2023.

    https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23990b-NotaAlerta-Recomend_AAP_SonoSeguro_1ano.pdf
  10. TRINDADE, Inge Elly Kiemle; TRINDADE-SUEDAM, Ivy Kiemle; TRINDADE, Sergio Henrique Kiemle; SAMPAIO-TEIXEIRA, Ana Claudia Martins et al. Tratado de fissuras labiopalatinas: avanços no diagnóstico e tratamento interdisciplinar. 1. ed. Thieme Revinter, 2024. ISBN 978-65-5572-291-8.

    https://www.amazon.com.br/Tratado-Fissuras-Labiopalatinas-Diagn%C3%B3stico-Interdisciplinar/dp/6555722916